domingo, 2 de junho de 2013

AVALANCHE

Sobre a clara cobertura,
De uma frígida escalada,
O grito demolidor,
Ecoando intensamente,
Prevalece na passada.

O dia preenchido,
Com tamanha infelicidade,
Sustenta a derrocada,
Que traduz fatalidade.

Eis a força esmagadora,
Causando a rendição,
De um ser alimentado,
Pelas súbitas correntes,
Numa vasta solidão.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

DESERTO

As lágrimas escorridas,
Num rosto desgastado,
Constituem o sabor,
De um lugar ressequido,
Profundamente isolado.

O sol abrasador,
Que expira um longo dia,
Converte-se numa lua,
Simbolizando a noite fria.

Percorrendo intensamente,
O solo desgastante,
Representa a tristeza,
Transformada no vazio,
De uma alma inconstante.

quinta-feira, 21 de março de 2013

DEGREDO EMOCIONAL

Receando tristemente,
Pela queda exuberante,
Ser humano consumido,
No seu banho acolhedor,
Expressa um grito arrepiante.

A desgraça semeada,
Numa face iludida,
Determina a solidão,
Altamente incompreendida.

Manifesta a inquietude,
Do seu espaço surreal,
Que na sua imensidão,
O condena eternamente,
Ao degredo emocional.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

TEMPESTADE

O grito ensurdecedor,
Sobre a onda de um arrepio,
Deterioriza a felicidade,
Que no súbito momento,
Idealiza um lugar sombrio.

Travessia rodeada,
Pelos múltiplos sabores,
Descaídos sobre a voz,
Possuída de horrores.

As marcas definidas,
No seu meio atenuante,
Simbolizam o vasto medo,
De uma forma aliciante.

Disputando alegremente,
O seu espaço prodigioso,
Representa a sensação,
De frieza e amargura,
Num domínio impiedoso.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CICLO VICIOSO

A luz congratulante,
Num desejo demolidor,
Representa a chama intensa,
Que na sua simplicidade,
Protagoniza um vasto sabor.

Eis a voz fortalecida,
No despertar da emoção,
Que num corpo venerado,
Ergue a sua imensidão.

Suplicando nas horas vagas,
Por um gesto majestoso,
Determina o sofrimento,
Gentilmente acolhido,
No seu ciclo vicioso.

domingo, 14 de outubro de 2012

ILLUSION

The shadows of the moment,
Walking around my past,
Absorb what once was great,
Remind me all the time,
Everything I lost.

Congratulating a heart,
Surrounded by fear,
Reproduce the crushing sounds,
That I will never hear.

So there is the symbol,
Of my radical existence,
The mental confusion,
Constantly falling,
In a perfect illusion.

sábado, 6 de outubro de 2012

RAÇA ENFURECIDA

Todo o ser inconformado,
Na ânsia de se reencontrar,
É um bocado de pergaminho,
Que na sua fragilidade,
Destrói tudo sem cessar.

Ser a súbita ruína,
Do seu meio atenuante,
Faz de si tamanho herói,
Da desgraça impressionante.

Reluzir-se perante o céu,
Como um chaço dos infernos,
Ergue os longos dissabores,
Demonstrando aos demais,
Os seus novos conquistadores.

sábado, 29 de setembro de 2012

TEMPLO INFERNAL

Semeando os negros rastos,
De uma rara assombração,
Ressuscita o nobre templo,
Que de longe fortalecido,
Ergue a sua imensidão.

Consagrando os seus fiéis,
No tremendo solo ardente,
Extermina os seguidores,
De uma luz incongruente.

O seu povo adormecido,
No cemitério dos prazeres,
Representa a voz sagrada,
De uma morte ensurdecedora,
Loucamente descontrolada!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PESTE NEGRA

Numa ilustre noite eterna,
Concentrada de maus odores,
Surge o vírus enfurecido,
Demonstrando aos demais,
Os seus múltiplos horrores.

Sua estranha existência,
Fortemente integrada,
Constitui o negro fardo,
De uma vida arruinada.

A desgraça que se espalha,
Numa fraca sociedade
Alimenta o seu carácter,
Que na via da emoção,
Ergue a pura crueldade!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DEUSA PAGÃ

Sobre as margens orientais,
Que despertam fervorosamente,
Uma luz se movimenta,
Na ânsia de encontrar,
O seu astro reluzente.

Reestrutura os ideais,
Denominando o seu meio,
Como névoa ressequida,
No mais vasto rodeio.

Os olhares enriquecidos,
No seu templo majestoso,
São a fonte de inspiração,
De um ciclo vicioso.

Eis a pura beleza,
De uma ninfa desejada,
Que na força da natureza,
Acolherá o seu amor,
Sentindo-se afortunada!