quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CICLO VICIOSO

A luz congratulante,
Num desejo demolidor,
Representa a chama intensa,
Que na sua simplicidade,
Protagoniza um vasto sabor.

Eis a voz fortalecida,
No despertar da emoção,
Que num corpo venerado,
Ergue a sua imensidão.

Suplicando nas horas vagas,
Por um gesto majestoso,
Determina o sofrimento,
Gentilmente acolhido,
No seu ciclo vicioso.

domingo, 14 de outubro de 2012

ILLUSION

The shadows of the moment,
Walking around my past,
Absorb what once was great,
Remind me all the time,
Everything I lost.

Congratulating a heart,
Surrounded by fear,
Reproduce the crushing sounds,
That I will never hear.

So there is the symbol,
Of my radical existence,
The mental confusion,
Constantly falling,
In a perfect illusion.

sábado, 6 de outubro de 2012

RAÇA ENFURECIDA

Todo o ser inconformado,
Na ânsia de se reencontrar,
É um bocado de pergaminho,
Que na sua fragilidade,
Destrói tudo sem cessar.

Ser a súbita ruína,
Do seu meio atenuante,
Faz de si tamanho herói,
Da desgraça impressionante.

Reluzir-se perante o céu,
Como um chaço dos infernos,
Ergue os longos dissabores,
Demonstrando aos demais,
Os seus novos conquistadores.

sábado, 29 de setembro de 2012

TEMPLO INFERNAL

Semeando os negros rastos,
De uma rara assombração,
Ressuscita o nobre templo,
Que de longe fortalecido,
Ergue a sua imensidão.

Consagrando os seus fiéis,
No tremendo solo ardente,
Extermina os seguidores,
De uma luz incongruente.

O seu povo adormecido,
No cemitério dos prazeres,
Representa a voz sagrada,
De uma morte ensurdecedora,
Loucamente descontrolada!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PESTE NEGRA

Numa ilustre noite eterna,
Concentrada de maus odores,
Surge o vírus enfurecido,
Demonstrando aos demais,
Os seus múltiplos horrores.

Sua estranha existência,
Fortemente integrada,
Constitui o negro fardo,
De uma vida arruinada.

A desgraça que se espalha,
Numa fraca sociedade
Alimenta o seu carácter,
Que na via da emoção,
Ergue a pura crueldade!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DEUSA PAGÃ

Sobre as margens orientais,
Que despertam fervorosamente,
Uma luz se movimenta,
Na ânsia de encontrar,
O seu astro reluzente.

Reestrutura os ideais,
Denominando o seu meio,
Como névoa ressequida,
No mais vasto rodeio.

Os olhares enriquecidos,
No seu templo majestoso,
São a fonte de inspiração,
De um ciclo vicioso.

Eis a pura beleza,
De uma ninfa desejada,
Que na força da natureza,
Acolherá o seu amor,
Sentindo-se afortunada!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

DOMÍNIO LUNAR

Sobre a pálida luz nocturna,
Denominada beleza pura,
Paira a força imperial,
Que na sua imensidão,
Ergue o espírito imortal.

O que outrora se escondia,
Nos caminhos assombrados,
Constitui uma atracção,
Aos seus olhos ensanguentados.

Não há voz que se intrometa,
Em tamanha crueldade,
Apenas o vasto silêncio,
Que se despe com seriedade.

Criaturas emocionadas,
Pelos gritos ensurdecedores,
Sobrevoam as estrelas,
Que de um modo arrepiante,
Ilustram negros sabores!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SOMBRA IMPIEDOSA

Seguindo os negros rastos,
De uma força esmagadora,
Ressuscita o enorme medo,
Que de modo exuberante,
Revela o seu segredo.

Os prazeres da longa vida,
Percorridos alegremente,
São as chamas infernais,
Que nos cercam dolorosamente.

Eis a mente conturbada,
Pela súbita ambição,
De ceder perante a morte,
Demonstrando aos demais,
Uma vasta solidão!

terça-feira, 8 de maio de 2012

QUEDA FATAL

O sopro de vida,
Que decerto se fez sentir,
Condena-se a uma desgraça,
Demonstrando ao seu cerco,
Uma ânsia de partir.

A face derrubada,
No mais vasto sofrimento,
Constitui inúteis lágrimas,
Escorrendo violentamente,
Pelo canto do tormento.

A tristeza que se espalha,
Numa fúria contornada,
Interioriza a febre imunda,
Conduzindo-a sem piedade,
Até uma morte profunda.

terça-feira, 24 de abril de 2012

ACTO IMPERDOÁVEL

O esforço de um indivíduo,
Concentrado na sua bravura,
Determina a desilusão,
Que na vasta brutalidade,
Conduz uma tremenda loucura.

A porção de coragem,
Expressada num belo olhar,
Perde a sua dimensão,
Transformando o seu cerco,
Numa rara assombração.

Se decerto falhou a vida,
Com tamanha inconsequência,
Levai a sua alma,
Consumindo o seu orgulho
E provando a sua inocência!