segunda-feira, 2 de abril de 2012

ASSOMBRAÇÃO

Contornando longas travessias,
Demarcadas num vasto nevoeiro,
Preenchidas tempestuosamente,
No sabor da destruição,
De um percurso traiçoeiro.

Clamar pela justiça,
Que passando despercebida,
Denomina a faceta,
Destroçada e inofensiva,
Na imensa escuridão.

A ganância de triunfar,
Consumida levemente,
Ergue a sua fragilidade,
Aguerrida e limitada,
Por tamanha crueldade!

terça-feira, 27 de março de 2012

LIÇÃO DE VIDA

Conduzido na súbita ambição,
De obter uma justa vida,
Expande-se a pura realidade,
Que deteriorada com sucesso,
Ilustra uma causa perdida.

O que outrora fora invulgar,
Permanece relançado,
Demonstrando aos demais,
O seu ser iluminado.

Tal força é realçada,
Numa fraqueza sobrevoada.

Superar a dificuldade,
Com tamanha ironia,
Representa a pluralidade,
No apelo a sentimentos,
De carácter e sabedoria!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DOCE IRMANDADE

Numa longa noite de Inverno,
Cintila uma nova estrela,
Que no seu leito de repouso,
Ergue um coração eterno.

Concedida a travessia,
Num mar tempestuoso,
Fortaleço o seu carácter,
De um modo puro e bondoso.

Somos fruto de um sentimento,
Dominante e glamoroso,
Numa súbita seriedade,
Com tamanha supremacia.
Saúdem a doce irmandade!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

INVISIBILIDADE

O repouso de uma nobre alma,
Sobrecarregada de emoções,
É o alvo de uma interferência,
Que na busca de uma resposta,
Desenvolve a sua ciência.

Apelar à sinceridade,
De um modo experimental,
Inspira a insuficiência,
Numa longa tentativa,
De encontrar a liberdade.

Os segredos não revelados,
Na ânsia de se expandirem,
Arruinam a felicidade,
Que passando despercebida,
Encurta uma justa vida.

domingo, 1 de janeiro de 2012

O JULGAMENTO FINAL

O que namora uma vida,
Senão manchas de um esforço intenso,
Onde o amor ensaia a sua partida,
Que na sua longa travessia,
Desfaz o que eu mais desejaria.

A sua rédea de esperança,
Loucamente perturbada,
É uma nuvem descaída,
De eterna passagem.
O pesar de uma estranha aragem.

Eis a tão aguardada sentença,
Precavida com brutalidade,
Trespassando uma inútil coragem:

Hoje sóis poeta de génio,
Descarregando sentimentos,
Mas fazeis a vossa história,
Consoante os seus tormentos!

domingo, 11 de dezembro de 2011

DESPEDIDA TENEBROSA

Rastejando a minha sombra,
Sobre a luz da paixão,
Sou cegado e despejado,
Na mais vasta solidão,
Que dilata a minha desgraça.

O meu sangue derramado,
Com tremenda violência,
Escorre nos mais vastos caminhos,
De loucura e sofrimento,
Desprezando a minha pura inocência.

A luta duradoura,
Repleta de sinceridade,
É o fracasso de uma vida,
Entregue à saudade.

Coração sem emoção,
Tristeza acumulada,
São as marcas de uma ferida,
Incapaz de ser sarada.
A morte aguarda a minha chegada.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

REINO PARADISÍACO

Indivíduo aprisionado,
Esmagado num falso repouso,
Anseia pela liberdade
Que na sua hora tardia,
Eleva o seu gesto poderoso!

O brilho que se espalha,
No seu mundo dividido,
Cobre o seu doce coração,
Apelando a uma nova reunião.

O tempo outrora perdido
Alegremente recuperado.

Eis a deusa da beleza,
Que da sua enorme bondade,
O acolhe ansiosamente.
A força do amor,
Persiste eternamente!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

EL PODER DE UNA VIDA

Dias negros e duradouros,
Constituindo outrora a minha tortura,
São pegadas fortemente pisadas,
Pela beleza actualmente aclamada,
Semeando um grau elevado de loucura.

O brilho que se espalha alegremente...
O seu fixo olhar tocante,
Louvada energia contagiante...

...acolhida nos meus braços carinhosamente.
Faz de mim um bravo lutador,
Disposto a morrer por amor,
Erguendo tranquilamente,
As suas doces palavras castelhanas:

Sí tu eres sólo un sueño,
No eres una causa perdida,
Pero en la realidad,
Eres el poder de una vida!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

NATUREZA MÓRBIDA

Entrando no meu interior
Espalhando milhares de sentidos
Está na tua pele aquilo que invejas
Deixando um rasto de luz.

A luz branca se faz eclodir
O vento acalma e a sombra se elastra
A força emerge debaixo da terra
Um adeus invisível me toca.

Os ramos caem como um véu
As raízes correm no chão como um rio
O mais puro verde aqui presente
E a mais bela folha semeada no meio do chão.

Perdido na fantasia
Recolhido ao severo encanto
Que se espalha à luz do dia
Num mundo deveras sumido
Que traduz um enorme olhar iludido.

Escrito por: Rose Richards &  Rodrigo Gomes

sábado, 7 de maio de 2011

SONHOS TRAÍDOS

Repousando no meu leito,
Banhado em lágrimas puras,
Tombado na desilusão,
Represento a voz do meu ser,
Apelando aos mais vastos acontecimentos,
Que manifestam esta fúria de viver.

Oh, que inútil seriedade!

De que vale saber amar,
se não somos deveras amados?
De que vale possuir a força de acreditar,
se permanecemos em queda?
Que destino estará reservado a uma vida,
rodeada de tamanha incompreensão?

O caminho direccionado para a bondade,
Constituirá uma inevitável ingratidão.

Esquecendo o que outrora fui
E recordando o que actualmente sou,
Pressinto as portas do abismo
Sombrearem a minha frustração,
Não deixando de relembrar o teu sorriso,
Que permanecerá eternamente no meu coração.